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    Aneurisma cerebral: saiba mais sobre essa doença silenciosa


    Postado em 16/09/2020




    Segundo dados da Rede Brasil AVC, o aneurisma cerebral afeta de 1% a 5% da população adulta. A doença é considerada silenciosa, visto que na maioria dos casos, não apresenta sintomas.

    Quando o aneurisma se rompe, porém, o quadro pode agravar e inclusive levar a óbito. Por isso, o aneurisma cerebral pode gerar muita preocupação para a população.

    Continue a leitura e saiba mais sobre o que é aneurisma, quais as suas causas, se há sintomas possíveis, e quais as opções de tratamento!

     

    O que é o aneurisma?


    Dr. Alexandre Giannetti, coordenador da área de Neurocirurgia no Hospital Lifecenter, explica que o aneurisma é uma dilatação na artéria. Essa dilatação geralmente é pequena, indo de poucos milímetros a pouco mais de um centímetro na grande maioria dos casos.

    O médico nos explica que o aneurisma pode ocorrer em qualquer lugar do corpo. No entanto, em cada local o aneurisma possui uma maneira diferente de se manifestar.

    “Por exemplo, o aneurisma da aorta, muito comum, tem uma evolução muito diferente do aneurisma cerebral. Se de um lado eles são diferentes na forma, na evolução e sintomas, o tratamento também é bem diverso. Diante disto vamos abordar aqui apenas o aneurisma cerebral”. Complementa Giannetti.

     

    Quais os possíveis sintomas de aneurisma cerebral?


    Como introduzimos, os aneurismas são geralmente assintomáticos. Isso quer dizer que não há sintomas, salvo raras exceções.

    “Excepcionalmente, os aneurismas podem ser maiores e comprimir um nervo como o da visão ou de movimentação ocular. Desta forma, pode se manifestar com baixa acuidade em um dos olhos ou estrabismo e visão dupla”, explica o doutor.

     
    “Uma dúvida frequente do público leigo é se dor de cabeça crônica ou intermitente, mesmo que forte intensidade, possa ser devida a um aneurisma. A resposta é não!”, ele complementa.

    Por outro lado, alguns sintomas agudos e únicos surgem no momento da ruptura do aneurisma, dado ao sangramento intracraniano. Entre eles, estão:

    >> Dor de cabeça muito forte;

    >> Vômitos;

    >> Alterações motoras, da linguagem ou da consciência.

    O neurocirurgião também nos lembra que ruptura de aneurismas pode ocorrer em qualquer momento, isto é, independente se a pessoa está efetuando uma atividade física, em uma situação de estresse ou em repouso.

     

    Quais as causas do aneurisma?


    Como nos explica Dr. Alexandre, a causa do aneurisma pode estar relacionada a uma condição congênita:

    “Acredita-se que um indivíduo nasça com uma fragilidade na parede da artéria. Ao longo dos anos — em geral décadas —  neste local mais frágil forma-se a pequena dilatação na parede da artéria a qual denominamos de aneurisma”, diz o médico.

     

    Fatores genéticos e aneurisma


    Por ser uma condição congênita, muitos se questionam sobre os fatores genéticos do aneurisma.

    Sobre isso, Dr. Alexandre Giannetti informa que apenas 1 em cada 100 pessoas portadoras de um aneurisma cerebral terá outro membro da família com a mesma condição. Logo, em cerca de 99% dos casos essa situação é isolada, sem carga genética envolvida.

     

    Quais os fatores de risco do aneurisma?


    Não há fatores predisponentes ou de risco para que um aneurisma surja. Porém, caso a dilatação já exista, a hipertensão e o tabagismo podem elevar as chances de ruptura.

    Uma vez que esses dois fatores são controlados, a chance de um sangramento do aneurisma cerebral é reduzida — mas não eliminada.

     

    É possível uma detecção precoce do aneurisma?


    Dr. Alexandre coloca que a princípio, é possível fazer uma detecção precoce de um aneurisma, inclusive em uma pessoa assintomática.

    Ele nos lembra que apesar do aneurisma ser relativamente comum, ele não é uma condição tão frequente como o câncer de mama ou de próstata, hipertensão e diabetes. E como o aneurisma tem menor incidência, não é justificável a realização de exames que tem a busca dessa condição em pessoas assintomáticas.

    “Eventualmente”, nos explica o médico, “havendo o relato de dois ou mais membros de uma mesma família com diagnóstico de aneurisma cerebral, pode-se indicar a angioressonância para os parentes de primeiro grau”.

     

    Exames para diagnóstico de aneurisma


    Alguns testes são úteis para o diagnóstico precoce do aneurisma em pessoas assintomáticas, por exemplo, angioressonância e angiotomografia. Eles são exames de ressonância e tomografia computadorizada com técnicas específicas para a investigação dos vasos.

     

    Qual a diferença entre aneurisma cerebral e AVC?


    Outra dúvida frequente do público é sobre a relação entre aneurisma e acidente vascular cerebral (AVC).

    O AVC é um evento agudo cerebral de origem vascular. Ou seja, ele é relacionado à circulação de sangue. Um evento vascular pode estar ligado à obstrução ou com a ruptura da artéria.

    Este segundo caso pode ocorrer por conta da elevação da pressão arterial, levando ao chamado derrame cerebral, ou menos frequentemente devido à ruptura de um aneurisma. Em conclusão, como nos fala Giannetti, a ruptura de um aneurisma cerebral pode ser uma das causas do AVC.

    Estatisticamente, a ocorrência de um aneurisma corresponde apenas 5% dos casos de AVC.

     

    Quais os tratamentos para aneurisma?


    Quando o assunto é tratamento, o médico nos adianta que a grande maioria dos aneurismas jamais vai se romper. Ou seja, as pessoas podem viver toda a vida com o aneurisma, sem sofrer a ruptura e nem ao mesmo saber que tinha uma dilatação na artéria.

    Giannetti nos explica que a chance de ocorrer a ruptura é proporcional ao tamanho do aneurisma. Assim, dilatações com menos de 5mm de diâmetro tem baixo risco e não possuem grande necessidade de tratamento.

    Já os aneurismas de maior diâmetro, e especialmente os que já se romperam uma vez, possuem maiores chances de sangramento. Nesses casos, pode haver sequelas ou morte, o que configura a necessidade de um tratamento preventivo.

     
    Há duas formas de tratar, nos explica o neurocirurgião. "Ambas são invasivas e o objetivo é evitar que sangue entre no aneurisma e que ele se rompa. A primeira, mais tradicional e antiga, é a clipagem do aneurisma. Por meio de uma cirurgia aberta o neurocirurgião coloca um pequeno clipe no aneurisma de modo que ele não mais se encherá."

    A segunda, relativamente mais recente, consiste na embolização, contínua Dr. Alexandre. "Neste caso o neurorradiologista coloca um dispositivo dentro do aneurisma ou da artéria evitando assim a ruptura. Pelo fato do procedimento ser realizado por dentro do vaso, ele é também denominado de tratamento endovascular".

     

    Técnicas de tratamento


    Para escolher qual a melhor técnica de tratamento, são observados diversos aspectos, como:

    >> Idade;

    >> Estado clínico do paciente;

    >> Presença de hematomas;

    >> Tamanho e localização do aneurisma, entre outros.

    Giannetti também explica que a escolha do tratamento deve ser individualizada para cada paciente, e os profissionais envolvidos analisam qual é a metodologia mais eficaz e de menor risco para cada caso.

    “Os resultados de ambos os tratamentos são indubitavelmente muito eficazes. Entretanto, não se pode esquecer que sempre existe risco, seja devido aos procedimentos, seja principalmente pelo fato do sangramento trazer prejuízos ao tecido nervoso”, conclui o médico.

    Agora você já sabe mais sobre aneurisma cerebral. Então, aproveite para acessar mais conteúdos como este aqui no Blog do Hospital Lifecenter!
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