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    Pancreatite aguda: o que mudou no tratamento na última década?


    Postado em 17/04/2020


    Em 2010, os pesquisadores indianos Abdul Khaliq, Usha Dutta, Rakesh Kochhar e Kartar Singh deram grande contribuição ao tratamento da pancreatite aguda grave. Publicaram didático artigo científico, que se tornou emblemático no meio científico devido à sua formatação. Eles descreveram oito passos fundamentais na abordagem dessa doença, que possui altas taxas de morbidez e mortalidade, em especial quando não diagnosticada e tratada de forma sistemática e sistematizada. Para isso, usaram o acrônimo PANCREAS, no qual cada letra corresponde a um conjunto de ações já bem estabelecidas na literatura. Trata-se, portanto, de excelente manuscrito a ser utilizado em Escolas Médicas.

    Perfusion (perfusão)

    Analgesia

    Nutrition (Nutrição)

    Clinical assessment (Avaliação clínica)

    Radiological assessment (Radiologia)

    Endoscopy (Endoscopia)

    Antibiotics (Antibióticos)

    Surgery (Cirurgia)

    Dez anos depois, o residente de Cirurgia Geral do Hospital Lifecenter, Dr. Felipe Couto Gomes, integrou grupo de especialistas de vários países que reviu o manuscrito, após compilação da mais destacada produção científica em torno do tema, compreendida entre 2010 e 2019. Assim, mais de 40 citações foram incorporadas como base da publicação.

    A pesquisa levou dois anos para ser concluída e aceita para  publicação em prestigiada revista científica britânica, a Annals of  Royal College of Surger, sob o título de Pancreatite aguda grave: oito passos fundamentais de acordo com o acrônimo ‘PANCREAS’. Espera-se que seja um importante aliado de consulta para médicos que lidam no dia a dia com a doença, a qual não raro afeta significativo número de pacientes. Tenha acesso à pesquisa aqui.

    “Nossa intenção foi promover revisão sobre o tema tão relevante. De forma didática e objetiva, o artigo sistematizou os principais aspectos envolvidos no diagnóstico, abordagens iniciais, gravidade e condução terapêutica da pancreatite aguda grave.  Disponibilizou-se esquema mnemônico de fácil assimilação e voltada para terapêutica com base em objetivos (goal-directed-therapy). Assim, a publicação pode, em muito, contribuir na tomada de decisão e condutas de eficácia comprovada fundamentais para o bom desfecho clínico”, comenta o coautor Dr. Felipe Couto Gomes.

    Pancreatite: as atualizações propostas pelo estudo


    Perfusão

    Trata-se da principal medida a ser instituída na abordagem da pancreatite aguda grave, a partir da infusão intravenosa de fluídos. O objetivo é atingir uma pressão venosa central (PVC) de 12 a 15 mmHg, além de um débito urinário de 0,5 a 1 ml / kg / hora e um índice de colapso da veia cava inferior maior que 48%.

    Analgesia

    Tratamento farmacológico multimodal, sistêmico e combinado, aliado a bloqueio epidural, são as possibilidades atuais.

    Nutrição

    Entende-se hoje que a precocidade é fator determinante. A via de alimentação pode ser desde a via oral, como via cateter enteral em posição gástrica ou pós-pilórica. A nutrição parenteral (na veia) é indicada para casos selecionados nos quais a obtenção do Valor Calórico Diário Total é dificultada.

    Avaliação clínica

    A doença pode ser classificada como leve, moderada ou grave, de acordo com o critério de Atlanta.

    Avaliação radiológica

    Deve-se realizar tomografia computadorizada do abdome no quarto dia de evolução para avaliar a extensão da doença (prognóstico), além de orientar novas condutas no manejo da doença.

    Endoscopia

    O exame endoscópico de escolha consiste na CPRE (Colangiopancreatografia Retrógrada Endoscópica), em casos de icterícia ascendente, colangites e evoluções clínicas inesperadas. Possui ainda indicação no manejo de coleções e necroses pancreáticas (walled-off necrosis).

    Antibióticos

    Complicações infecciosas são causas comuns de morbidez. A única indicação racional para antibióticos é a infecção pancreática estabelecida.

    Cirurgia

    O último passo é a cirurgia: o dogma é representado pelos ‘três Ds’ do inglês (delay, drain, debride), que traduzimos como postergar, drenar e desbridar.

    O método preferido é uma abordagem minimamente invasiva, que permite procedimentos gradualmente mais invasivos quando o tratamento anterior falha (step-up approach).

    O que é pancreatite aguda?


    A pancreatite aguda representa o comprometimento inflamatório do pâncreas e tem como etiologia diversas causas, destacando-se a migração dos cálculos biliares da vesícula biliar e a ingestão de álcool. Sua fisiopatologia é muito estudada, sem se compreender ainda todos os fenômenos envolvidos no processo de ativação de pró-enzimas em enzimas potentes líticos, que promovem a autodigestão pancreática e dos tecidos peripancreáticos.  Em 80% dos casos evolui com quadro leve, e sua etiologia são cálculos biliares que, se diagnosticados na vesícula (colecistectomía) ou no colédoco (CPRE), devem ser retirados no mesmo internamento do paciente. Todavia, em 20% das vezes se manifesta de forma grave, com significativas taxas de morbidez e mortalidade, em especial em idosos. O manuscrito faz revisão sucinta, didática e abrangente sobre a doença na sua forma grave.

    Quais são os sintomas?


    Fase aguda

    >> Dor intensa e abrupta na região abdominal superior, de caráter irradiado para o dorso, configurando uma dor em barra/faixa

    >> Náuseas

    >> Vômitos

    >> Icterícia (olhos e pele amarelados)

    Fase crônica

    >> A dor na região abdominal aparece nas fases de agudização da doença

    >> Diarreia

    >> Diabetes causada pela perda de funções do pâncreas

    3 dicas para prevenção da pancreatite 


    >> Tenha em mente que o álcool é sempre uma substância tóxica para o organismo. Seus efeitos sobre o pâncreas são muito nocivos. Portanto, cuidado!

    >> Se você tem diagnóstico de pancreatite crônica, o álcool agrava o quadro. Esses pacientes não devem ingerir a substância, por menor que seja a quantidade.

    >> Em caso de dor forte na parte de cima do abdome que se irradia para as costas, procure um serviço de saúde. Vale lembrar que o diagnóstico precoce e início imediato do tratamento são fundamentais para maximizar as chances de cura ou controle da doença.

    A importância dos estudos científicos


    Os avanços científicos e tecnológicos constantes das últimas décadas desafiam os profissionais da saúde a se manterem continuamente atualizados. Nesse sentido, a produção de estudos médicos, como a análise sobre Pancreatite da qual o médico Felipe Couto Gomes participou, contribui para o desenvolvimento de tratamentos mais alinhados com a rotina moderna, aumentando as chances de cura e promovendo a melhora da qualidade de vida.

    Os programas de residência do Hospital Lifecenter, entre os quais o de Cirurgia Geral que o Dr. Felipe integra, oferecem aprendizado diferenciado, além da possibilidade de envolvimento em projetos de pesquisa com profissionais renomados.

    Os preceptores dos residentes são profissionais experientes, mestres e doutores, tornando mais ricas e efetivas as discussões de casos e clubes de revista. O programa é credenciado pela Comissão Nacional de Residência Médica (CNRM) e reconhecido pelo Ministérios da Educação (MEC).

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    avaqofaj 06/05/2020 11:35:06

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    losicupumu 06/05/2020 12:04:26

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    apikukobru 06/05/2020 12:34:06

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    iraharo 06/05/2020 13:04:26

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    asroxenin 06/05/2020 13:35:59

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    ukuhihe 06/05/2020 14:05:11

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    urkopidaphutu 06/05/2020 14:33:01

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    avobavi 06/05/2020 15:02:12

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